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title = "Nos Bastidores da Coca-Cola - Neville Isdell"
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date = 2017-01-14
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category = "review"
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[taxonomies]
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tags = ["books", "en-au", "neville isdell"]
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{{ stars(stars=2) }}
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O grande problema com biografias -- ou apresentações de história na primeira pessoa -- é que é esperado que a pessoa conte sobre o que o autor sentiu; caso contrário, tudo se torna tão impessoal que o mesmo parece uma ficção.
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Em _Always Looking Up: The Adventures of an Incurable Optimist_, Neil Peart soa impessoal e começa a cair nessa categoria de "parece ficção", mas junto com o livro estão as cartas enviadas a um amigo, o que o trás de volta para o lado humano. Em "Nos Bastidores da Coca-Cola", Neville Isdell nunca fala de como se sente, e deixa uma sensação tão grande de "desumanidade" que até quando fala da esposa, parece que o único mérito da mesma é que ela o apoiou.
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Existem alguns casos interessantes de história mesmo, mas a narrativa se torna cansativa pois a visão do autor é sempre de que o mesmo resolveu o problema e, mais pra frente, houveram mais pessoas envolvidas. Foi sempre *ele* quem resolveu o problema, não o grupo. Sempre no singular.
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E o último capítulo não fala nada de Coca-Cola. Trata-se de sua visão de economia, da qual a Coca-Cola sequer faz parte.
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Com relação à tradução: Embora a tradução tenha se preocupado em fazer um livro bom de ler, peca-se horrendamente quando se fala da Coca-Cola. Algumas vezes é "Coca-Cola", outras é "Coke". Poderia ser que uma refere-se à bebida e a outra à empresa (ou vice-versa), mas não. É como se o tradutor -- ou mesmo o autor, nesse ponto -- não consiga ter uma visão do que é uma e o que é a outra.
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